26/08/23

Mudança

Queria ter parado pra escrever a alguns dias atrás, mas o tempo passa numa velocidade que a gente mal percebe, e quando vemos lá se foi uma, duas semanas, e assim vai.

Tive uma mudança na vida profissional na última semana. Apenas mais uma das mudanças que a vida me apresentou esse ano, mas também algo que eu desejei e aconteceu mais cedo do que eu esperava (obrigada universo!).
Comecei a atender em "local próprio", por anúncios. Já havia trabalhado assim anos atrás (lá por 2016, mais ou menos). Aí parei, fiquei esses anos longe da prostituição, e esse ano voltei.
Como falei no último post, estava trabalhando em boates e atendendo alguns clientes em hotel/motel. Mas boate 3, até 4 vezes por semana, acaba comigo.
No dia seguinte não tenho disposição pra academia, estudos, casa, enfim. Minha rotina estava uma bagunça (não que agora esteja a coisa mais organizada do mundo hahaha).
Meu plano era ficar nas boates mais uns meses, mas surgiu a oportunidade de trabalhar em um apartamento com uma colega, e eu meti a cara e fui.
Investi no local, investi em anúncios, e estou deixando fluir. Acho mais tranquilo, prático, e menos exaustivo fisicamente e mentalmente.
Quando piso em uma boate parece que meu lado mais vagabundo vem à tona, e nem sempre eu admiro essa minha versão hahaha (apesar que, depende do momento 🤭).
Tô tentando administrar tudo: a casa, os filhos, as finanças, os estudos, o social, o físico, o emocional, o psicológico, o espiritual. Claro que cada dia eu tropeço e falho em algum (ou alguns) desses itens, mas eu ajeito a postura e sigo caminhando... É o único jeito para seguir adiante.
Tô animada com essa nova fase, gosto da liberdade que essa vida me proporciona!
Feliz sábado! 💖

14/08/23

Pós-noitadas

Segunda-feira. Primeiro dia pós-noitadas.
Geralmente vou para boates umas 2, 3 vezes por semana. Não vou todo dia pois nem sempre compen$a financeiramente, e também pelo desgaste que é (principalmente quando não se pode dormir o dia seguinte inteiro)
Semana passada foi um pouco mais puxado. Comecei na quarta-feira. Atendi um cliente a tarde (meu cliente amigo fiel), fui para aula, e depois para a boate. Estava frio e chovendo, mas a noite foi boa.
Quinta novamente: compromissos do dia, aula, boate. Não foi uma noite tão rentável como na quarta, mas deu boa.
Sexta atendi um cliente durante o dia (meu japonês gostoso) e à noite fui numa casa nova, que abriu recentemente. Cheguei lá quase 23h, e estava praticamente vazia. A gerência deu a ideia de ir divulgar a casa em uma balada na região, e eu topei. Fiz minha parte (divulguei a casa para alguns boys que me deram abertura). No fim das contas encontrei um conhecido, quase parente, e fiquei lá curtindo com ele. Já era quase 5h, eu nem tinha energia para fazer algum programa, então ao invés de retornar para a boate, fui pra casa.
Ir pra "balada" é uma coisa nova pra mim. Eu até fui em algumas quando era mais nova, mas depois casei e quase não rolava... Geralmente a gente saía pra comer, casa de amigos, ou ficava em casa mesmo. Quando tenho oportunidade de noite livre (e tenho criado essas oportunidades para trabalhar), eu vou pra boates mesmo (também conhecidas como ZONA hahaha).
Bom, voltando para a noite de sexta... 
Conheci um cara que é investidor no ramo, e leva algumas garotas em baladas top para fazer bons contatos. Sábado ele me chamou para ir em uma festa super conhecida (e rica) aqui em Floripa. Quase me sabotei e não fui... Fiquei um pouco insegura, naquele velho drama feminino: não tenho roupa para ir, não sei me maquiar direito, etc.
Mas resolvi me dar a oportunidade. Levantei, me arrumei, apostei no "all black" e me joguei. Que noite, senhoras e senhores! Foi muito legal mesmo... Bebi e comi bem e de graça, fiz bons contatos, me diverti.
Ontem, pleno domingo, aproveitei para limpar a casa e descansar.
Hoje uma nova semana começa... Já dei uma organizada na vida, tenho um trabalho do curso para começar, outros compromissos para cumprir, academia para focar, e uma listinha de coisas para comprar e pagar. Estou tranquila. Tenho novos planos em mente, acho que logo volto com novidades.

06/08/23

Voltei

Engraçado estar escrevendo um novo blog, depois de tanto tempo, e novamente sobre o mesmo assunto: a vida de acompanhante (ou GP, ou mulher do job, ou p*t* mesmo, como quiser chamar).

Por uns anos eu pensei que nunca ia voltar para essa "atividade"... Mas a vida gosta de me surpreender.

Casei, tive mais um filho (agora tenho um casal), firmei em um emprego, voltei a estudar, e sosseguei MUITO. Foram 7 anos me dedicando a família, e contente com isso. Ah, escrevi um livro também (um autobiografia que está bem desatualizada rsrs).

Durante muito tempo esse foi meu sonho: uma vida tranquila.

Não foi necessariamente o que eu tive, pois foram anos de altos e baixos emocionais (e também financeiros), mas enfim, fiz minha parte (e até um pouco mais).

Em Janeiro um episódio particular fez "tudo" desmoronar. Separei de uma forma bem dolorosa e isso me abalou emocionalmente, fisicamente, e claro: financeiramente. Tenho quase certeza que nesse tempo tive um início de depressão (ou até mais do que apenas um início).

Em Abril tomei uma decisão: voltar a fazer programa. Principalmente pela grana. Mas de certa forma isso fez bem para minha autoestima também.

Meu pensamento é o seguinte: se eu sair à toa, vou acabar gastando. Ainda correndo o risco de, pela carência, me deitar de graça com alguém. Não que tenha algo de errado nisso, mas no momento não é meu foco.

Quero dinheiro. Quero cuidar de mim, quero cuidar dos meus, quero conhecer pessoas legais, quero ir a bons lugares, quero VIVER bem, e não SOBREVIVER.

Minha volta foi tranquila. Não posso dizer que não gosto dessa vida. Hoje, mais madura, enxergo as coisas de outra forma. Ser acompanhante não é uma necessidade na minha vida, e sim uma escolha.

Sei que tenho potencial, sei que posso fazer mil coisas, mas HOJE, nesse momento em que estou escrevendo, estou bem resolvida com essa decisão.

Já fiz planos para mais uns anos, mas no momento sigo vivendo um dia de cada vez. A vida tem me surpreendido de maneira positiva.

Aos poucos vou escrevendo mais.

Sempre me faz bem.

Chata pra caralho

Quarta-feira, 15h. Meu celular tocou. Número privado. - Oi gata, te acordei? - Uma voz masculina do outro lado. - Não amor, tô acordada des...